O Protork G8 Evo é um capacete fechado acessível, adequado para quem está começando a andar de moto na cidade. Depois de 1 ano usando esse modelo todos os dias, posso dizer com clareza onde ele vai bem e onde decepciona. Spoiler: para uso urbano funciona, mas para estrada é melhor buscar outra opção.

O que o Protork G8 Evo entrega bem
O capacete é confortável desde as primeiras horas de uso. O peso de aproximadamente 1,5 kg não pesou (literal e figurativamente) no meu dia a dia. A cor preta fosca ficou muito bonita e a viseira cristal oferece um campo de visão amplo, sem pontos cegos que incomodem.
Os estágios de abertura são um ponto alto. O primeiro nível, em especial, permite boa ventilação sem que o vento bata direto nos olhos. Para andar na cidade no calor, isso faz diferença.
No frio e no calor comuns do dia a dia, não tive nenhum problema com embaçamento. A narigueira cumpre o papel quando o clima está seco.

Quando o G8 Evo decepciona
O barulho é o problema mais sério desse capacete. Em velocidades mais altas e em rodovias, o vento faz muito ruído dentro do capacete, o que cansa bastante em viagens mais longas. Busquei comparativos de nível de ruído entre capacetes, mas não existe metodologia padronizada para esse tipo de teste no mercado. Posso dizer, pela experiência prática, que o nível de barulho é alto e se torna desconfortável a partir de trechos mais longos, acima de 100 km.
A falta de bavete contribui para esse problema. Além de deixar o vento entrar direto no rosto em dias frios, o bavete ajudaria a selar parte do ruído.
Chuva é o pior cenário
Em dias de chuva, o capacete falha em dois pontos ao mesmo tempo: a viseira embaça muito, mesmo com a narigueira aberta, e a vedação contra a água é fraca o suficiente para deixar a chuva molhar o rosto. Andar nessas condições se torna desconfortável e, dependendo da intensidade, perigoso.
A troca de viseira não é simples
A troca da viseira deveria ser fácil, mas não foi essa a experiência que tive. Tentei substituir a viseira e o botão de liberação não saiu. No processo, o botão acabou se danificando e desisti da troca. Pode ser um caso isolado, mas vale avisar.
Para quem esse capacete faz sentido
Se você está começando a andar de moto e precisa de um capacete fechado para se locomover pela cidade, o Protork G8 Evo cobre o básico com conforto e um preço mais acessível. Para quem já sabe que vai pegar estradas com frequência ou andar em velocidades maiores, o barulho e a vedação vão frustrar cedo ou tarde. Nesse caso, vale o investimento em um modelo com melhor isolamento acústico e proteção contra chuva.
Perguntas Frequentes
O capacete Protork G8 Evo é bom para uso urbano?
Sim, o Protork G8 Evo funciona bem para uso urbano e velocidades mais baixas. Ele é confortável, tem bom campo de visão e não causa problema de embaçamento no calor nem no frio. Para quem está começando a andar de moto na cidade, é uma opção acessível.
O Protork G8 Evo faz muito barulho em velocidades altas?
Sim. O barulho é um ponto fraco do Protork G8 Evo, especialmente em velocidades maiores e em rodovias. Isso torna o capacete desconfortável em viagens longas acima de 100 km. A falta de bavete contribui para esse problema.
O capacete Protork G8 Evo veda bem contra chuva?
Não. A vedação contra água do Protork G8 Evo é fraca. Em dias de chuva, a viseira embaça bastante e a água entra pelo capacete e molha o rosto, o que é desconfortável e pode ser perigoso.
É fácil trocar a viseira do Protork G8 Evo?
Na prática, não. O botão de liberação da viseira pode travar e dificultar a troca. Na minha tentativa, o botão acabou se danificando e desisti de substituir a viseira.
Para quem o Protork G8 Evo é recomendado?
O Protork G8 Evo é recomendado para quem está começando a andar de moto e precisa de um capacete fechado acessível para uso urbano. Para viagens em estrada ou velocidades mais altas, vale considerar modelos com melhor vedação acústica e bavete.